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Rio Negrinho

Palestra sobre prevenção ao suicídio envolve profissionais da saúde

Publicado em 23/09/2019 às 11:23 - Atualizado em 23/09/2019 às 13:49


Créditos: Fabiano Kutach - Prefeitura de Rio Negrinho Baixar Imagem

Profissionais da saúde de Rio Negrinho receberam uma palestra sobre a importância da prevenção ao suicídio com a psiquiatra Flávia Tanaka. A palestra aconteceu no auditório do Centro Integrado de Saúde (CIS), na manhã de sexta-feira (20). A ação foi uma promoção da Prefeitura de Rio Negrinho, por meio do NEPS (Núcleo de Educação Permanente em Saúde).

A campanha do Setembro Amarelo (mês de prevenção ao suicídio), está bastante ativa no Brasil, mas isso não quer dizer que os números de suicídios diminuem. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) preverem que em 2020 terá maior parcela de depressão, uma a cada seis pessoas com depressão morrem por suicídio. Cerca de 25% da população geral tem transtornos mentais e um a cada cinco adolescentes desenvolvem um lado depressivo. Estima-se 800 mil mortes por ano, sendo que, em 2016 ocorreram 833 mil mortes. Acontecem de 30 a 40 mortes e 20 a 30 tentativas de suicídios por dia.

Para a psiquiatra Flávia Tanaka, é muito importante falar sobre o assunto pela gravidade que causa no Brasil. “O Brasil é o 8° lugar do mundo em número absoluto de suicídios”, detalha. Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina são os três estados com maiores índices de suicídios. Nos últimos 10 anos, apresentou-se um aumento de 30% de suicídios, a maior mortalidade de jovens até agora. Entre 4 milhões de pessoas que tentam suicídios, 100 mil conseguem o ato. “A cada 40 segundos uma pessoa morre no mundo. A cada 3 segundos ocorrem tentativas de suicídios”, relata Flávia.

A OMS está com um plano de saúde para reduzir suicídios desde 2013. De 172 países, 29 países não conseguiram cumprir a meta. O Brasil está entre os 29 países que não cumpriram. “Não é uma medida simples de ser tomada”, explica a psiquiatra. Segundo Flávia, falar sobre o assunto é muito importante. “Devemos falar, precisamos falar sobre o assunto. Falar sobre suicídio não é um incentivo para a pessoa cometer o ato”.

Para ela, a sociedade pode ajudar de muitas maneiras. “Cabe a nós identificarmos e a colhermos essa pessoa. Não deixar sozinha. Deixar claro que ela não está só”, informa. Um dos tratamentos que mais ajuda, é a terapia. “O acompanhamento psicoterapeuta ajuda muito, por isso a importância da terapia”, esclarece a psiquiatra. Além disso, as unidades de Saúde devem estar preparadas para qualquer ocorrência do caso. “Por ser uma doença tão grave tem que estar preparados para o manejo desta doença”, completa. 

 

Fonte: Prefeitura de Rio Negrinho


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